Autismo: dificuldade para cortar o cabelo

Sabemos que alguns autistas tem dificuldade para deixar cortar o cabelo. E isso causa um certo pânico nos pais por não saberem como agir.  No artigo de hoje vamos falar examente sobre isso. A assunto é Autismo: dificuldade para cortar o cabelo

Autismo: dificuldade para cortar o cabelo

Primeiro precisamos entender que pode ser devido a alguns fatores:

  • O primeiro se refere à hiper-resposta sensorial tátil
  • O segundo, ao medo do barulho da maquininha de cortar o cabelo.
  • E pode, ainda, ser devido a ambos!

Agora vamos analisar o que pode levar a essa dificuldade.

Quando a dificuldade se deve à questão sensorial, é válido aproveitar o momento do banho para passar texturas ásperas no couro cabeludo. Isso ajudará a regular a modulação sensorial, rebaixando-a, para que o indivíduo aceite melhor que mexam nos seus cabelos.

Autismo: dificuldade para cortar o cabelo

 

Porém, cortar o cabelo, principalmente quando se usa a maquininha, é uma atividade bastante invasiva, que faz com que a pessoa sinta que não está no controle da situação e onde pode se assustar com o barulho do instrumento. Ao realizar esta atividade, se recomenda que a maquininha seja apresentada para a pessoa que vai cortar o cabelo, neste caso, o autista.

Por exemplo, diga a ele: “Olha, esta é a maquininha.” “Ela vai cortar o seu cabelo.” “Ela faz barulho.” Mostre o botão onde liga e desliga e diga: “Olha o barulho que ela faz.” Então ligue a maquininha e desligue. Logo após, ofereça para ele a maquininha e diga: “Agora você! Pode ligar e desligar.”

Dessa forma, ele vai sentir que está no controle da situação, sabendo que é ele que controla a maquininha, e não a maquininha que controla ele!

Ideias e sugestões – Autismo: dificuldade para cortar o cabelo

Agora que já entendemos o motivo e temos a resposta para Autismo: dificuldade para cortar o cabelo, temos uma sugestão, que apesar de ser em  Inglês, podemos conhecer o Guia do Autism Speaks:

É claro que algumas dicas funcionam para uns, mas para outros não. Vale também, trocar o bom comportamento por algo que ele goste, sempre considerando o entendimento do autista. E usar o bom senso em relação aos limites do seu filho.

E se tiver uma dica diferente que funcionou com você, divida com a gente!

THAIS CAROLINE PEREIRA

Terapeuta Ocupacional

 

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