Autismo Leve: Cuidado

Quando engravidamos, desejamos tudo o que há de melhor para os nossos filhos, e isso está atrelado à ideia de um bebê perfeito!

E tudo parece desmoronar quando o filho recebe o diagnóstico de autismo. É mais que natural que os pais vivenciem conflitos emocionais até que seja possível conviver com isso, o que tem início pelo sentimento de luto por aquele bebê que foi inicialmente idealizado.

autismo

 

Saiba que é extremamente importante entender e reconhecer os sinais precocemento do autismo

Segundo Dr Clay Brites – Médico Pediatra e Neurologista Infantil, o diagnóstico precoce e a implantação correta dos tratamentos resultarão em significativa melhoria no desenvolvimento infantil e na qualidade de vida da criança e de seus familiares.

Entendendo o Autismo

Antes de mais nada precisamos entender o conceito do Autismo.

O autista tem um comprometimento da capacidade de comunicação. Desde a percepção ao seu redor, quanto a expressão de seus sentimentos (do que sente e pensa) quanto a interação social. além de desenvolver algumas ações ou manias, como posturas ou atos repetitivos, gerar rituais e interesses particulares.

O espectro autista pode variar entre leve, moderado, grave e severo, de acordo com o quadro clínico apresentado no que se refere à comunicação, socialização e interesses.

Autismo Leve

Nos casos em que é dado o diagnóstico de autismo leve, se observa maior resistência para aceitar o diagnóstico, para medicar e para buscar tratamento especializado.

Veja alguns sintomas característicos em três áreas comuns

Comunicação

O sintoma mais comum é o de não conseguir se expressar corretamente. A fala pode apresentar erros e gerar o uso incorreto das palavras

Socialização

A principal dificuldade é de relacionamento com os amigos, por não conseguir muitas vezes, iniciar e até manter o diálogo e manter o olhar direcionado para os olhos

Comportamento

Característica mais comum é de repetir movimentos e se fixar por um determinado objeto ou alguns deles, por exemplo, o girar da roda de um carrinho.

 

Aceitação da Família

A maior dificuldade costuma ser na aceitação da família, e não só dos pais, sendo observado também nos avós, tios e primos. E isso pode levar a grandes prejuízos a criança, porque o quanto antes se aceitar , melhor será o apoio necessário ao desenvolvimento e integração do autista.

Fique alerta porque a denominação leve parece levar a isso, como se reduzisse os prejuízos quase que anulando o diagnóstico. Vale destacar que, quanto mais demorar para iniciar o tratamento adequado, com especialistas e com a terapia medicamentosa, quando esta também for a recomendação médica, maiores serão os prejuízos à criança e pior será o seu prognóstico.

Escrevo isso como um alerta  que possa levar à reflexão.

Não caia nessa armadilha! Se o seu filho foi diagnosticado com autismo, busque ajuda! Seu filho merece o que há de melhor!

 

THAIS CAROLINE PEREIRA

Terapeuta Ocupacional

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

*

6 Comentários

  1. Mariela de Souza Ferreira disse:

    Eu tenho um três filhos o meu filho do meio já foi diagnosticado com autismo leve eja está tomando as medicações mans o meu filho mais novo os professores ea psicopedagoga estao também achando que ele também tem as mesmas características aspetro autismo mans o de Asperger a minha dúvida é que ele tem alguma característica do mano é autista oque diferencia os dois eque o do do meio (Adrian que é autista) não sabe lê eo mais novo (Alan que está em processo de avaliação ) lê tudo computador eo que mai chama atenção dele .eu gostaria de saber se alguma diferença entre o autismo leve eo de Asperger ?

    • Oi Mariela!
      Vou te responder sucintamente neste momento, mas baseada na sua pergunta, já estou elaborando um post para publicar em breve, falando sobre a diferença entre Autismo Leve e Asperger.
      Os aspectos mais evidentes que costumo observar está relacionado à fala.
      No autismo costumamos observar atraso no desenvolvimento da fala, o que não costuma aparecer na Síndrome de Asperger, que desenvolvem a fala, porém ela é monótona, sem entonações diferentes, parecendo robóticas/mecânicas.
      Outro aspecto relevante está relacionado à cognição. As crianças com Asperger costumam aprender conteúdos como o alfabeto, por exemplo, mais precocemente do que a idade esperada. Isso raramente ocorre no autismo.
      No post que estou preparando tentarei aprofundar o assunto e abordar ainda outros aspectos.
      Agradeço por sua contribuição.
      Abraços!
      Thais Caroline Pereira

  2. Marcia disse:

    Existem crianças com autismo leve e que falam perfeitamente e olham nos olhos, mas tem manias, odeiam locais barulhentos, sensibilidade extrema no couro cabeludo?

    • Oi Marcia!
      Apesar de haver critérios diagnósticos semelhantes para identificar o autismo, cada ser humano é único e, portanto, eles diferem entre si, como por exemplo em relação ao perfil sensorial.
      Aspectos como hipersensibilidade auditiva, que leva a ser arredio a locais barulhentos, e hipersensibilidade tátil, que resulta na sensibilidade exacerbada no couro cabeludo, se devem ao Transtorno do Processamento Sensorial, que costuma acompanhar os quadros de autismo, tanto que atualmente a presença dessas alterações sensoriais, ou seja, deste transtorno, é mais um critério diagnóstico para autismo.
      Caso queira saber mais, sugiro ler o post sobre Transtorno do Processamento Sensorial, se inscrever para assistir a minha palestra nesta site, ou ler o meu livro “Autismo: o que fazer? Dicas e orientações.”, que pode ser adquirido neste site.
      Abraços!
      Thais Caroline Pereira

  3. Viviane disse:

    E quando não se tem tratamento no local onde mora, sendo que este so se encontra a 400 km de distância. O que fazer?Além de pensar a toda hora o prejuízo que teu filho pode estar tendo com isso!!Aqui o que eu pude fazer, eu fiz, coloquei ele em uma boa escola particular, do resto e já vimos melhoras, mas terapias etc…Infelizmente não é possível!!

    • Oi Viviane!
      Pensando nisso, há profissionais capacitados que fazem orientações via internet, utilizando como recurso, por exemplo, Skype, que permite vídeochamadas.
      Particularmente tenho experiência com isso. Tenho clientes em diferentes estados e países.
      É a forma de viabilizar maior assistência terapêutica para quem não mora nos grandes centros urbanos.
      Também pensando nisso, escrevi o meu livro “Autismo: o que fazer? Dicas e orientações.”, o qual pode ser adquirido neste site. O livro ajuda, mas é sempre bom ter o acompanhamento profissional para que as particularidades de cada caso sejam atendidas.
      Abraços!
      Thais Caroline Pereira