Autismo nos dias de Hoje

Dra. Thais Caroline Pereira, escreveu para o Folha Mulher falando sobre o Autismo nos dias de Hoje.

 

Confira a matéria abaixo

O dia 2 deste mês foi o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, por isso, diz-se que abril é o mês azul! Mas por que azul? Esta é a cor que representa o autismo porque ele ocorre mais em meninos do que em meninas.

Autismo significa “viver em termos do próprio eu (self)”.

Tem essa denominação porque o autista parece centrado em si mesmo, com dificuldade para perceber o mundo ao seu redor.

A origem do termo

Foi descrito pela primeira vez no início do século XX, na França, onde foram descritas as “crianças fadas”. Esta denominação tem um cunho folclórico, pois está relacionada aos contos de fada europeus, que se referem a crianças batizadas por gnomos ou fadas que deixariam em seu lugar crianças idênticas fisicamente, porém com personalidades diferentes.

Este rapto de personalidade ocorreria precocemente, de forma que a mãe não notaria de imediato, mas com o tempo perceberia uma criança menos afetiva, com comportamentos agressivos, que grita e ignora a sua mãe.

 

Autismo nos dias de Hoje

Até há pouco tempo, os diagnósticos eram tardios.  Atualmente se observa que estão ocorrendo cada vez mais cedo, e estão aumentando em número. Isso se deve a uma maior sensibilidade dos métodos diagnósticos e, principalmente, à mudança de nomenclatura, pois passou a ser denominado Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Esse termo passou a abranger formas variantes mais amenas de autismo, porém mantendo características comuns no que se refere à dificuldade de interação social, comunicação e padrões restritos e repetitivos de interesses, comportamentos e atividades.

Devido ao fato de não vir acompanhado de características físicas que o evidencie (como ocorre, por exemplo, na Síndrome de Down), mas, por apresentar alteração do comportamento, o autismo geralmente é atribuído à falta de educação e à culpa da mãe.

Porém, o que ocorre é que o cérebro autista interpreta os estímulos recebidos de forma equivocada, com alteração da intensidade das sensações percebidas. Por exemplo, muitas dessas pessoas não suportam som alto e chegam a tampar os ouvidos para diminuir a sensação do  estímulo que é percebido de forma muito mais elevada do que é de fato.

E, obviamente, isso altera o comportamento. Essa alteração da percepção das sensações ocorre em todos os sistemas sensoriais: visual (localizado nos olhos), auditivo (localizados nos ouvidos), tátil (com receptores na pele), olfativo (com receptores nasais), gustativo (com receptores na língua), proprioceptivo (localizado nos músculos, tendões e articulações), e vestibular (localizado no ouvido interno – está relacionado à atenção e ao equilíbrio).

E pode variar a modulação / percepção em cada um dos sentidos, podendo ocorrer, por exemplo, que o indivíduo apresente hiper-resposta auditiva associada à hiporresposta tátil e proprioceptiva.

Isso nos mostra que o TEA é apenas uma forma de agir diferente!

Assim como nenhum ser humano é igual ao outro, os portadores de TEA são diferentes uns dos outros, com seu jeito singular e particular de ser.

Apenas observe como ele reage a cada estímulo e identifique quais deles alteram o seu comportamento. Assim, poderá respeitar os seus limites, estimular as suas potencialidades e capacidades, além de evitar situações desagradáveis.

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