Autismo: Conversando com a Criança Pequena

Você já parou pra pensar na importância de uma conversa? Sim, a comunicação que envolve a conversa é de grande importância para o ser humano. Neste texto vamos tratar sobre a necessidade de falar com a criança pequena.

conversar com criança pequena

Conversando com a Criança Pequena

A reflexão é sobre a criança que não fala ou tem um repertório restrito de palavras e, por vezes, difícil de compreender.

Na minha prática clínica observo demandas que me levam a orientar sobre a necessidade de falar com a criança mesmo quando ela não responde ou parece não entender.

Há diversos fatores psicanalíticos envolvidos no ato de falar com a criança e que estimulam o desenvolvimento da fala e do sujeito como um todo.

Quando abordo sobre isso, costumo ouvir dos pais: “como ele não fala, nós esquecemos de falar com ele”.

Na correria do dia a dia isso acontece mesmo! Mas quando falamos sobre como estimular a criança, este é um tema a ser tratado: a fala!

Sabemos que mesmo no ventre materno o bebê ouve e reconhece a voz de pessoas familiares.

Tem crianças que parecem não estar prestando atenção, mas que estão “ligadas” em tudo o que se passa ao seu redor; há aquelas que demonstram ouvir, mas que não respondem para interagir e manter um diálogo; mas mesmo pensando naquelas que realmente não prestam atenção ao que lhe é falado, ou que não correspondem, falar com elas é estar as estimulando!

Quando falamos com a criança, estamos dando o modelo visual e auditivo de como reproduzir as palavras, estimulamos o contato visual, a interação social, a atenção e, se solicitamos uma resposta da criança, estamos estimulando também a resolução de problemas, o que está relacionado à coordenação motora, como, por exemplo, o sorriso do bebê, que pode se dar em resposta ao manhês da mãe. (Manhês é uma fala característica geralmente utilizada pelas mães e que envolve a modulação da frequência e do tom de voz, buscando a atenção do bebê). Vale destacar que o ato de sorrir envolve a coordenação oral-motora.

Sendo assim, converse sempre com a sua criança! A instigue a falar com você, a te dar respostas, a escolher o que quer vestir, o que quer comer, se quer ir na balança ou no escorregador, fale o que tem para o café da manhã, fale onde estão indo, o que vão fazer durante o dia, enfim… conversem!

 

THAIS CAROLINE PEREIRA

Terapeuta Ocupacional

 

 

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