Autismo: Medicalização na Infância

Medicalização na Infância, você tem dúvida sobre isso?

Quando se trata dos filhos, ficamos hesitantes em medicar até mesmo um simples analgésico ou antigripal, não é mesmo?!

A razão principal é que queremos poupa-los de tudo. E principalmente evitar o que possa prejudicar os nossos filhos! E quando falamos em remédios, falamos em possíveis riscos (que podem ou não acontecer), que são os efeitos colaterais.

Em relação ao autismo, é importante buscar o médico assim que forem identificados os primeiros sinais. Ocorre que disso pode resultar a indicação de terapia medicamentosa. Vale mencionar que não há remédio para o autismo, o que há são medicações coadjuvantes, que atuam nos sintomas, para ajudar nas terapias.

Medicalização na Infância

Ilustração de Samira Daher

Medicalização na Infância

A infância envolve mudanças que ocorrem em períodos de tempo mais curtos do que em outras etapas da vida, como os períodos de mudanças no ciclo do sono, aumento do apetite, estirões do crescimento e do peso. Todos esses são fatores que exigem rever a medicação, aumentando a dose, aumentando o número de medicações a serem consumidas.

É super compreensível a hesitação em medicar, mas dependendo de como a criança se apresenta, seu quadro clínico, se faz necessário usar deste recurso.

Quando a criança está alterada, quando tudo a irrita, quando ela parece “inflamada”, seu desconforto interno fica exacerbado, inviabilizando as terapias e dificultando o convívio diário, é quando precisamos considerar essa possibilidade.

Adotando o uso da medicação, a família terá mais qualidade de vida, a criança ficará mais calma, vai dormir melhor, vai ficar menos irritada, interagir melhor socialmente e absorver melhor todos os estímulos que lhe forem ofertados, nas terapias, na escola, em casa…

E tenham em mente que, com o decorrer do tempo, com a criança mais calma e conseguindo receber melhor todos esses estímulos,  a tendência é diminuir a medicação até que possa ser retirada.

 

THAIS CAROLINE PEREIRA

Terapeuta Ocupacional

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