Transtorno do Processamento Sensorial

Transtorno do Processamento Sensorial

Você sabe o que é Transtorno do Processamento Sensorial? Antes de explicar o conceito precisamos falar de estímulos sensoriais.Transtorno do Processamento Sensorial

Recebemos estímulos sensoriais por meio dos nossos diversos sistemas: visual (localizado nos olhos), auditivo (localizados nos ouvidos), tátil (com receptores na pele), olfativo (com receptores nasais), gustativo (com receptores na língua), proprioceptivo (localizado nos músculos, tendões e articulações), e vestibular (localizado no ouvido interno – está relacionado à atenção e ao equilíbrio).

Transtorno do Processamento Sensorial

Quando falamos de Processamento Sensorial, compreendemos que os comportamentos humanos / as ações humanas são resultantes das interpretações que o nosso cérebro faz dos estímulos recebidos do meio. Essa interpretação pode ocorrer de forma equivocada, resultando em comportamentos não condizentes com o estímulo recebido, o que se refere ao Transtorno do Processamento Sensorial.

                Exemplos 1:

  • Passar mal ao ler em veículos em movimento.

Quando lemos em um veículo em movimento estamos acionando o sistema sensorial visual para realizar a leitura, o sistema auditivo para ouvir os ruídos do meio e o sistema vestibular ao ficarmos balançando e “sacolejando” dentro do veículo. Esta integração das informações sensoriais pode ficar confusa para o nosso cérebro interpretar, causando mal-estar, enjoo e ânsia de vômito.

                Exemplo 2:

  • Dificuldade para dormir sem uma coberta pesada.

Quando dormimos apenas com um lençol, acionamos o nosso sistema sensorial tátil. Ocorre que, para algumas pessoas, o acionamento deste sistema não é suficiente para que o seu cérebro permita que o corpo relaxe e consiga atingir o sono profundo. Para essas pessoas, é necessário utilizar uma coberta pesada para que a coberta encoste na pele, acionando o sistema tátil, mas que, também, com o peso, acione o sistema proprioceptivo (conforme já mencionado, localizado nos músculo, tendões e articulações), para que, então, o seu cérebro envie a mensagem: “Ok! Corpo, pode relaxar!”

 Esses exemplos ilustram situações bastante comuns, que costumam ser citadas como mania, frescura, não sendo referidas como um transtorno porque se acaba lidando com isso, driblando essas dificuldades ao evitar ler no veículo em movimento ou deixando o quarto frio e arejado para poder usar uma coberta pesada.

Porém, quando a interpretação equivocada dos estímulos sensoriais afeta a vida e o dia a dia, daí trata-se de um transtorno, o qual aparece na maioria dos casos de autismo, explicando os seus comportamentos disruptivos. Esses comportamentos são observados, por exemplo, no autismo, onde há crianças que interpretam o carinho (toque superficial) como um tapa, respondendo com comportamento agressivo.

Se quiser saber mais sobre o assunto, sugere-se a leitura do livro “Autismo: o que fazer? Dicas e orientações”, que pode ser adquirido por este mesmo site.

Para tratar, o método mais eficaz é a Terapia da Integração Sensorial, realizada por Terapeutas Ocupacionais especializados. Para saber se o profissional é capacitado, é necessário se informar se ele tem Certificação Internacional em Integração Sensorial. A ABIS (Associação Brasileira de Integração Sensorial) tem o cadastro de profissionais de todo o país.

 

THAIS CAROLINE PEREIRA

Terapeuta Ocupacional

 

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

*

Seja o primeiro a comentar!